Conectando Cérebros

Biossegurança na fonoterapia

Aug 6, 2020 7:17:07 PM / by Juliana Benatti & Ingrid Gielow - Equipe ProBrain

Pauta_31

A pandemia causada pelo novo coronavírus e a grande quantidade de casos registrados de Covid-19  impuseram diversos desafios aos profissionais de saúde. Afinal, como manter-se atuante e ao mesmo tempo seguro? E no caso dos fonoaudiólogos, como funciona?

Durante o período de isolamento social, determinado pela quarentena, muitos profissionais continuaram atuando e outros tiveram a possibilidade de suspender as atividades presenciais em consultório, dando continuidade aos atendimentos de forma online, por meio da Telefonoaudiologia. 

Com a volta gradual aos atendimentos presenciais no consultório, os profissionais têm vivenciado um grande desafio: como se proteger e manter a proteção dos pacientes, para evitar uma maior disseminação dos casos de Covid-19?

A chave para essa resposta é a biossegurança. De acordo com a Anvisa, a biossegurança pode ser definida como “condição de segurança alcançada por um conjunto de ações destinadas a prevenir, controlar, reduzir ou eliminar riscos inerentes às atividades que possam comprometer a saúde humana, animal e o meio ambiente”. 

Regulamentada desde 2005, a Lei de Biossegurança No 11.105 “estabelece normas de segurança e mecanismos de fiscalização de atividades que envolvam organismos geneticamente modificados – OGM e seus derivados, cria o Conselho Nacional de Biossegurança – CNBS, reestrutura a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança – CTNBio, dispõe sobre a Política Nacional de Biossegurança”. 

No seu dia-a-dia, como fonoaudiólogo, a biossegurança é responsável pela prevenção, pois em um ambiente clínico a contaminação pode acontecer de maneira cruzada, com a transmissão de agentes infecciosos entre pacientes e profissionais, de diversas maneiras:

- Dos pacientes para o profissional
- Do profissional para os pacientes
- De um paciente para outro
- Via objetos capazes de absorver, reter e transportar organismos contagiantes ou infecciosos de uma pessoa para outra

A adoção de medidas de proteção é essencial e inclui:

- Medidas de proteção coletiva: o objetivo é proteger profissionais e pacientes de riscos fornecidos pelo ambiente, tornando-o mais seguro com o uso de equipamentos de proteção coletiva, como o uso de redes de proteção em janelas, corrimões, sinalizadores de segurança, kits de primeiros socorros e limpeza.

- Medidas de proteção individual: determinam o uso de equipamentos de proteção individual (EPI) exclusivos a cada profissional, imprescindíveis para a prevenção da disseminação do novo coronavírus e outros agentes infecciosos. Os principais EPIs são gorros, óculos de proteção ou protetor facial (face shield), máscaras, aventais, luvas de procedimento, propés. 

Na volta ao consultório, é imprescindível que os profissionais adotem o uso de EPIs como máscaras de proteção facial (face shields), máscaras cirúrgicas, propés e aventais. Além de reorganizar o ambiente em que acontecem os atendimentos, espaçando os horários entre um paciente e outro, realizando a desinfecção do consultório e objetos utilizados (como otoscópio, estetoscópio, oximêtro etc), disponibilizando máscaras, propés e álcool em gel para desinfecção das mãos. 

É importante lembrar que além da adoção de medidas como essas, a higienização das mãos com água e sabão é fundamental, tanto para profissionais, como para pacientes. Outra orientação possível é solicitar aos pacientes que diante de qualquer sintoma, como febre, remarquem a sessão. 

Pensando no desafio enfrentado pelos profissionais neste momento de retomada dos atendimentos, presenciais e considerando a necessidade urgente de medidas que evitem a propagação do novo coronavírus, o Conselho Federal de Fonoaudiologia, por meio da Comissão de Saúde do Sistema de Conselhos de Fonoaudiologia reeditou o Manual de Biossegurança para a Fonoaudiologia. O material reúne políticas e procedimentos necessários para assegurar que os fonoaudiólogos cumpram as normas de biossegurança, garantindo assim a própria segurança, bem como de pacientes e seus  familiares. O manual traz ainda, de forma bastante didática, uma seleção de EPIs recomendados para cada área de atuação.

Combater o novo coronavírus e evitar o aumento de casos de Covid-19 é uma missão de todos. Quanto mais investirmos em proteção e prevenção, mais seguras serão as condições de trabalho para todos os fonoaudiólogos e pacientes. Aposte na biossegurança, para juntos vencermos esse desafio! 

Tags: Gestão para Fonos, Dicas para Fonos, Terapia

Gostou deste conteúdo? Inscreva-se para receber mais

Posts recentes